
RELATÓRIO ATUAL DE VIOLAÇÃO ÉTICA
Avaliação das publicações nas redes sociais de Jiyan Elma (@1porgijo / anteriormente @porgijo2) sobre o ataque à vítima Diljîn Beyar sob a perspectiva da ética jornalística
1. Objetivo e âmbito do relatório
Este relatório foi preparado para avaliar, sob a perspectiva da ética jornalística, dos princípios profissionais e dos padrões das organizações internacionais de imprensa, as publicações feitas em 23 de outubro de 2025 por Jiyan Elma, uma pessoa residente na Suíça que se descreve em seu perfil de mídia social como "Jornalista freelance – membro da IFJ, Amnesty, Syndicom.ch". O relatório visa contribuir para uma revisão ética por instituições como a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), Amnesty International e Syndicom.
O exame abrange publicações nas redes sociais em que Jiyan Elma negou publicamente o incidente, culpou a vítima e usou linguagem difamatória, após a artista curda Diljîn Beyar, residente na Suíça, declarar publicamente que foi ameaçada e agredida por indivíduos ligados ao PKK em 22 de outubro de 2025.
2. Contexto do incidente
Em 22 de outubro de 2025, a artista curda Diljîn Beyar anunciou através de sua conta de mídia social que foi atacada em sua casa por quatro indivíduos ligados ao PKK na noite de 21 de outubro de 2025.
Em 23 de outubro, o usuário Jiyan Elma (@porgijo2) caracterizou esta declaração como "totalmente falsa", fez publicações que desacreditavam a vítima, acusavam diretamente a pessoa atacada de mentir, defendiam os agressores e continham expressões que poderiam colocar em risco a segurança da vítima.
Em 23 de outubro, Diljîn Beyar caracterizou as publicações de Jiyan Elma como "calúnia e perseguição" e anunciou que apresentaria uma queixa criminal.
Em resposta, Jiyan Elma dirigiu expressões como "você mente descaradamente, desprezível, desonroso, imoral" à vítima em uma nova publicação.
Nos dias seguintes, Jiyan Elma alterou o nome da conta para @1porgijo para evitar a prestação de contas.


3. Publicações examinadas
Publicação 1 (23 de outubro de 2025)
"Estou contando a verdade do incidente, que é inteiramente mentira..."
"Diljîn está tentando obter asilo explorando o sentimento anti-PKK."
"As pessoas que vivem naquela casa enfrentam investigações na Turquia por crimes como filiação ao PKK, propaganda, auxílio e cumplicidade. Apesar de saber disso, Diljîn é alguém que insulta e amaldiçoa o PKK e Abdullah Öcalan quase todas as noites."
"Um único jovem (apenas 1 pessoa) deu um soco no peito de Diljîn."
"Todas as alegações são mentiras."
"Em conclusão; tudo o que foi contado é mentira."

Publicação 2 (23 de outubro de 2025 — após a resposta de Diljîn Beyar)
"Agora vamos esclarecer suas bobagens"
"Conversei com os que vivem naquela casa e estão envolvidos neste incidente..."
"Você está mentindo aqui descaradamente."
"Mesmo que negues até o céu, todos conhecem a tua vileza."
"Quem desistir de apresentar queixa é desonroso, desprezível e desavergonhado."
"Não, isso não vai acontecer assim."


4. Avaliação sob a perspectiva da ética jornalística
a) Precisão e confiabilidade das fontes
As publicações examinadas não contêm evidências concretas nem atribuição de fontes independentes. Jiyan Elma proferiu um veredicto definitivo de "totalmente falso" sem citar qualquer resultado de investigação oficial, relatório policial, testemunha ocular ou documento. Isso constitui uma violação direta dos artigos 1 e 2 da Declaração de Princípios da IFJ.
b) Imparcialidade e independência
Observou-se nas publicações um reflexo de defesa aberto ou implícito em relação ao PKK, reconhecido como organização criminosa nos países da União Europeia. Enquanto as publicações visavam a artista vítima que levantou as alegações de agressão como "mentirosa", defendiam a narrativa do suposto grupo agressor. Isso constitui uma violação clara do princípio de independência.
c) Insulto, ameaça e discurso de ódio
"Você está mentindo aqui descaradamente."
"Mesmo que negues até o céu, todos conhecem a tua vileza."
"Quem desistir de apresentar queixa é desonroso, desprezível e desavergonhado."
Tais expressões não apenas são incompatíveis com o jornalismo, mas também podem enquadrar-se nos crimes de "insulto" e "ofensa à dignidade pessoal" no Código Penal suíço.
d) Desacreditação da vítima
Declarar o relato de uma vítima de violência como "completamente falso" e culpá-la publicamente cria vitimização secundária. Esta atitude é incompatível com os princípios de jornalismo de direitos humanos da Amnesty International.
e) Transparência e responsabilidade profissional
Jiyan Elma usou sua identidade institucional como ferramenta de autoridade no debate ao afirmar "Sou membro do Sindicato dos Jornalistas (Syndicom.ch)". Isso é contrário aos princípios de imparcialidade e responsabilidade ética do Syndicom.
5. Resumo das violações éticas
| N° | Princípio ético | Natureza da violação | Exemplo documentado |
|---|---|---|---|
| 1 | Precisão | Informações não verificadas, baseadas em fontes unilaterais | "Todo o incidente é mentira." |
| 2 | Imparcialidade | Linguagem que culpa a vítima e exonera o grupo agressor | "Ela está explorando o sentimento anti-PKK." |
| 3 | Respeito e dignidade | Expressões insultantes, declarações de ataque pessoal | "Desonroso, desprezível, desavergonhado." |
| 4 | Proteção da vítima | Perseguição da vítima de violência | "Você mente descaradamente." |
| 5 | Imparcialidade institucional | Uso do nome do sindicato em polêmicas pessoais | "Sou membro do Syndicom.ch, você também pode ir lá." |
6. Recomendações institucionais
IFJ (Federação Internacional de Jornalistas)
- A filiação deve ser verificada e uma investigação de violação ética deve ser iniciada.
- Deve ser emitido um aviso disciplinar com base em "uso do título profissional jornalístico como ferramenta de ataque pessoal ou organizacional."
Amnesty International
- Deve ser investigado se o membro ou voluntário agiu em desacordo com o princípio do discurso focado em direitos humanos.
- Deve ser comunicado que insultos públicos dirigidos a uma vítima de violência são contrários ao código de ética da Amnesty.
Syndicom.ch
- Recomenda-se que o status de membro da pessoa seja verificado e encaminhado à Comissão de Ética Jornalística.
- As licenças profissionais de membros que insultam uma vítima de violência devem ser revisadas.
Além disso, medidas preventivas devem ser tomadas para proteger a segurança da vítima e prevenir seu direcionamento no ambiente digital.
7. Conclusão
- As publicações de Jiyan Elma violam sistematicamente os princípios de imparcialidade, precisão, respeito, transparência e proteção da vítima.
- A linguagem utilizada saiu do estilo jornalístico e atingiu o nível de raiva tendenciosa e insulto.
- Estas ações não são meramente violações éticas individuais, mas comportamentos que prejudicam a reputação das instituições jornalísticas internacionais.
- Além disso, observou-se nas publicações um reflexo de defesa do PKK, reconhecido como organização criminosa nos países europeus.
- A linguagem gravemente insultante de Jiyan Elma dirigida à vítima é passível de avaliação não apenas em termos éticos, mas também no contexto de um possível processo criminal relativo a "discurso de ódio", "insulto" ou "crimes organizacionais".